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UX Design – A Experiência da Satisfação.
28 Abril, 2021

É a experiência de uso que torna o produto inesquecível. Saiba como o UX foi formado ao longo da história. 

Em um artigo anterior, vimos um pouco sobre o UX Design. Deu para ter uma pequena noção do assunto, não é mesmo? 

Porém, o assunto é largo demais para ser explorado em um só artigo. E desta vez nós iremos um pouco mais adiante no tema com conceitos funcionais e históricos do mesmo.

Fixe o cinto, vamos dar uma volta pelo tempo através da história. Máquinas, fumaças, fábricas têxteis, computadores, guerras e tijolos se fundamentam em princípios importantes.

Não faz sentido, nós sabemos. Mas calma que no final tudo vai ficar bem. Os ingredientes são incompatíveis, mas a fórmula é verdadeira. Vamos lá!

Todo conceito possui um começo.

Isambard Kingdom Brunel (1806 - 1859) foi arquiteto, inventor e engenheiro do século 19 (XIX), na Inglaterra. Projetou a ponte suspensa de Clifton em Bristol, o túnel Thomas em Rotherhithe e foi também o pioneiro na construção de navios transatlânticos à vapor na 2ª Revolução Industrial.

Sua maior e mais apaixonada invenção foi a Great Western Railway — Uma ferrovia que atravessa Londres. Brunel, porém, não quis apenas uma rodovia que interligasse toda a Inglaterra.

Ele desejou (e arquitetou) uma ferrovia que, quando os passageiros viajassem, obtivessem a experiência de flutuar pelos campos do país. Para isso, Brunel fez os trilhos mais planos da época

E, segundo Tim Brown, ele projetou tudo isso a 100 anos antes do termo "design" surgir como profissão — por ser um homem inovador além do seu próprio tempo, Brunel não sabia até então, mas ele já estava usufruindo dos pequenos conceitos de UX (User Experience).

Brunel não queria algo feito apenas para ser usado, mas para ser experimentado e apreciado durante o processo.

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Função — fazer o que precisa ser feito.

A e a Revolução Industrial trouxe um grande impacto fabril e tecnológico para a sociedade. Marcado pelas máquinas têxteis e o uso (e a descoberta) da energia elétrica — a maquinofatura trouxe um novo ritmo social-econômico para o mundo.

Entre blocos de tijolos vermelhos, trilhos e fumaças, forjou-se e fundamentou-se também o capitalismo — com novos padrões de consumo, trabalho e estilo de vida. 

Das máquinas, carros e locomotivas a vapor às descobertas inovadoras do uso de eletricidade aos novos conceitos urbanos e sociais, da Primeira à Segunda Revolução Industrial (1760 - 1950) muitos conceitos foram gerados.

As invenções mecânicas, por exemplo, começaram a exercer funções industriais produtivas — ainda que desprovidas de beleza.

Como pequenas engenhocas recém nascidas, elas foram forçadas a darem os seus primeiros passos desengonçados sem a flexibilidade de técnicas mais polidas ou maduras — a tecnologia impressionava, mas era exótica demais.

Ao exercer funções mais pesadas e trabalhosas, muitas máquinas tomaram o lugar do homem em determinadas áreas, deixando-o como manuseador ou supervisionador do processo. 

E esse é o nosso primeiro ponto de chegada — FUNÇÕES. Guarde essa palavra, tudo bem? Guardou? Ok, vamos para o próximo ponto.

Ergonomia — A relação humana-elemento. 

Ainda na Segunda Revolução Industrial e com a contínua expansão da indústria pelo mundo, estabeleceu-se a relação homem e máquina. As máquinas facilitaram funções e geraram resultados em ritmos cada vez maiores — tendo o ser humano como o principal articulador do processo.

Na 2ª Guerra Mundial (1939-1945) isso não foi diferente e, alias, foi ainda mais intenso. Por conta da Guerra, a fabricação para financiamento de artigos militares atingiu o seu ápice produtivo.

Tempo, processos, custos e distâncias foram encurtadas através da maquinofatura. Porém, a função que restou ao homem foi explorada pelo trabalho exaustivo da guerra. O trabalho físico se tornou repetitivo e custoso demais para a condição humana. 

Com longas jornadas de trabalho, foi necessário criar normas para a interação homem e máquina referente às funções exigidas pelas empresas exploradoras.

De forma a proporcionar bem estar físico ao trabalhador e soldado, surgiu o estudo entre ferramentas e métodos de trabalhos, a fim de otimizar o bem estar do trabalhador, para preservar sua saúde. Sobre este estudo foi dado o nome de Ergonomia.

"A Ergonomia foi constituída no âmbito militar, mas desenvolveu-se posteriormente para o civil."

Portanto, a ergonomia é o equilíbrio interdisciplinar entre a tecnologia, organização e seus colaboradores. Com o passar do tempo foi explorando novas áreas da ergonomia além da física — como a cognitiva (mental) e a organizacional (gestão social-interno).

Ok. Agora temos a FUNÇÃO e ERGONOMIA. O fazer e a saúde de quem o faz. Então, qual é o próximo ponto?

Funcionalidade — A beleza na simplicidade do mínimo. 

Um pouco antes, o influente arquiteto Louis Sullivan (1856 - 1924) em Boston, EUA, havia idealizado a funcionalidade na arquitetura com os Prédios Arranha-Céus. E com a frase "A forma segue a função" direcionou a produção funcionalista no início do século 20.

O princípio funcionalista cresceu por debater a arquitetura ornamentada. Ao entender que a beleza deve ser posterior a função do projeto

Louis Sullivan não aboliu o uso da beleza, mas a abordou como consequência natural. Isso permitiu que os projetos se tornassem mais simples, rápidos e robustos — como os seus Arranha-Céus.

"Se a forma segue a função, então o trabalho deve ser orgânico" — Louis Sullivan (EUA, 1856 - 1924) 

Um pouco depois (1920) surgiu a escola de arquitetura Bauhaus que inseriu o movimento funcionalista de Louis Sullivan ao conforto da arte moderna. Essa foi uma mudança muito importante na arquitetura industrial. 

O cenário atual demandava uma produção rápida e de baixo custo. Com essa mudança, o movimento Bauhaus convergiu e unificou profissões e seus conhecimentos — engenheiros, arquitetos, pintores, etc — como artistas-artesãos.

Um dos seus fundadores, o Mies van der Rohe lançou a máxima "Menos é mais" que se tornou a respiração do Design Minimalista até os dias de hoje.

O fim da guerra e a liberdade — a arte como útil e acessível. 

A 2ª Revolução Industrial teve o seu fim junto à 2ª Guerra Mundial, em 1945, desde então a 3ª Revolução Industrial tem acontecido até os dias atuais com a Globalização.

Com muita dor e perda, enfim a paz foi conquistada. O mundo estava em cinzas e precisava de novas doses de ânimos. Todos estavam empenhados para construir um mundo novo.

Então, um novo conceito de mercado apontou no horizonte. Com a economia desequilibrada e a diminuição da matéria prima, a escassez fez com que a prioridade fosse a utilidade e a acessibilidade — tornaram-se, portanto, mais importantes do que a estética ornamental. 

O espaço pós-guerra trouxe força ao simples com a carência de expressar a beleza pós caos. 

Prosseguimos então com a FUNÇÃO, ERGONOMIA, SIMPLICIDADE e a NECESSIDADE da ARTE como FORMA e BELEZA.

Design — a união de forma, função, beleza e acessibilidade.

Apesar de estar sempre inserido de forma criativa no meio social, somente em 1958 que surgiu a primeira menção de Design — o conceito absorveu muitas disciplinas do projetista convencional, e incluiu também a própria ergonomia (como citado acima, lembrou?).

O design então rompeu com o propósito de dar formas para um objeto que pode ser inserido em diversas partes e aspectos sociais, que se relacionam para o desenvolvimento qualitativo e diário do ser humano — que possa ser bonito, agradável e funcional.

Seja em uma obra de arte personalizada ou na padronização para produção em série com determinados parâmetros, a profissão de designer foi bem acolhida pelo mundo e se destilou para todas as formas de fabricações industriais e artesanais.

Com a junção da funcionalidade de Louis Sullivan, a arquitetura simples da Bauhaus e o surgimento do Design na década de 60, constituiu-se então o Design Funcionaladequar às necessidades dos clientes aos desejos do mesmo, de modo fácil, intuitivo, inovador e gratificante.

"Os objetos que nos cercam fazem parte da nossa história" — Jader Almeida

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Usabilidade e User Interface — A relação humano-computador. 

Na crescente onda do Design — do artesão extraordinário à produção em série industrial — em 1970 surgiu a era da Ciência da Computação.

E com o computador surgiu o termo usabilidade (1980) — a relação do humano-computador referente ao consumo e o manuseio do mesmo, da informação conjunta e digital para a sua intuição com os elementos que formam o sistema como um todo.  

Ou seja, a relação intuitiva do homem de compreender o uso eficiente, seja do mouse ou teclado para as formas, cores e demais objetivos relacionados à interface digital. Definiram User Interface (UI) para a interação do homem com os elementos digitais gráficos e informativos.

Na usabilidade, a intuição, memorização e aprendizagem são princípios importantes que buscam a eficiência, efetividade e satisfação do usuário para com a UI. No Marketing, usabilidade também é conhecida como a Ergonomia para Softwares.

A USABILIDADE e UI são ingredientes essenciais da nossa fórmula.

User Experience — usuário, produto e experiência.

Na ascensão computacional, a experiência de humano-computador cresceu de maneira desajeitada. Com tantas inovações, apenas a compreensão ou função desses elementos passaram a ser insuficientes.

Mesmo com o propósito do produto, algumas lacunas e promessas oferecidas pelo mesmo permaneciam vazias. A necessidade do usuário, mais tarde intitulada como dor do usuário, não estava sendo suprida. 

Design, beleza, função, simplicidade e compreensão do processo ainda era pouco.  O que faltava então? A Experiência!

Em meados de 1990, Don Norman percebeu que a "a experiência de uso dos computadores eram fracas desde a sua compra, recebimento, montagem e uso."

Don Norman começou então a reestruturar o que conheciam de design até então. Lhe ocorreu de que a experiência entre o ponto A e o B dos processos, sistemas e produtos físicos ou digitais eram vagos (e horríveis) demais.

Ao entender que — no digital —  o UI era insuficiente, ele desenvolveu o que ele mesmo chamou de User Experience (UX), interligado e em conjunto com o UI.

"Se UI é a criação e as direções que você tomou em cada aba de navegação, o UX determina a sua experiência em cada uma delas (...)"

UX era o que faltava? — a Fórmula Final.

O UX faz com que a jornada do usuário em um sistema — como o computador, por exemplo — que é complexo, saturado e recheado de informações, seja intuitiva, simples, prática, e extrememante agradável

"UX é projetar o procedimento ou serviço levando em conta as necessidades de todas as pessoas (usuários)" — Don Norman. 

Assim, da arquitetura industrial ao artista-artesão para o design, possuímos:

  • Função - A tecnologia como papel a desempenhar com inovação e resultados.
  • Funcionalidade - Simplicidade similar e conjunta.
  • Ergonomia - O bem estar enquanto faz.
  • Design e Arte - Fluidez e beleza além de função.
  • Usabilidade - A satisfação e compreensão de fazer o que faz.
  • UI - O propósito e a percepção dos elementos. 
  • UX - De A a B, a experiência com todos os elementos.

O design por si só é arte projetada e construída. Mas é a interação afetiva do cliente com o produto que define o seu uso como utilidade recorrente

Todos os pontos juntos, portanto, geram a fórmula de sucesso do design atual — A experiência maleável e única do cliente para com o produto, independentemente de qual seja. 

É a experiência competente que define o sucesso da jornada. 

Para Isambard K. Brenel, a função era interligar estações por toda a Londres, ter ergonomia (bem estar e conforto) durante a viagem, forma com os trilhos mais planos da época e a experiência inesquecível de fazer com que os passageiros flutuassem pelos campos da Inglaterra. 

Ele só não sabia na época, mas já utilizava pequenos conceitos do que hoje chamamos de User Experience Design.

O Design da Experiência do Usuário (UX) se formou com foco total na necessidade (dor) do Usuário para dar funcionalidade, conforto ergonômico (físico e psicológico), informação, tecnologia e beleza — agregada à experiência agradável para com o serviço oferecido.

Tudo isso para que a sua jornada como cliente seja interativa e completa —  do início ao fim — com o produto ou serviço adquirido.

Encontramos, portanto, pontos soltos na história que, de algum modo, se conectaram e deram vazão a um dos conceitos que mais cresce no século 21, o UXA experimentação interativa do usuário e a funcionalidade satisfatória para com o produto, serviço e empresa, de modo correlacionado.

Aprendemos então que a jornada histórica constituiu o UX Design e o UX Design tem constituído a melhor Jornada de Experiência para o usuário. Jovens empresários estão dando a devida atenção a esse conceito e empresários tradicionais estão se atualizando para com esse "novo" mercado.

"Os caminhos até o fim podem não ter sido tão satisfatórios, porque é a experiência do trajeto todo que dita os resultados finais." — Victor M.

Como Isambard K. Brunel, queremos oferecer ao usuário de seu produto, serviço ou empresa, a experiência de fazê-lo flutuar pelos campos digitais do seu negócio.

Referência internacional em tecnologia digital, nós da INTERGALAXY S/A também utilizamos o design de UX Digital para a melhor experiência possível de nossos sistemas, atendimentos e demais produtos.

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